Compartilhando Direitos leva educação cidadã a jovens de todo o Brasil

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Premiado pela OEI como melhor projeto de educação em direitos humanos do Brasil, o Compartilhando Direitos forma jovens cidadãos desde 2018.

No Brasil, direitos existem na Constituição, nas leis, nas políticas públicas e nos tratados internacionais. Mas, para uma parte significativa da população, especialmente jovens em contextos de vulnerabilidade social, esses direitos ainda não se traduzem plenamente em experiência cotidiana.

A distância entre ter um direito garantido no papel e conseguir exercê-lo na vida real continua sendo um dos grandes desafios democráticos do país. Ela aparece quando uma pessoa não sabe onde buscar ajuda, quando não reconhece uma violação, quando desconhece os serviços disponíveis em seu território ou quando não se sente autorizada a participar das decisões que afetam sua comunidade.

Essa distância não é apenas jurídica. É educativa, social, territorial e institucional.

Quem não conhece seus direitos tem mais dificuldade de denunciar violências, acessar serviços públicos, buscar justiça, participar de espaços democráticos e reconhecer a si mesmo como sujeito de direitos. Por isso, a desinformação sobre direitos não pode ser tratada como uma simples falta de informação. Ela é uma forma concreta de vulnerabilidade, porque limita a autonomia, enfraquece a confiança nas instituições e reduz as possibilidades de participação social.

92 em cada 100 brasileiros acreditam que todas as pessoas deveriam ter seus direitos garantidos. Mas apenas 8 em cada 100 sabem quais são os seus. Fonte: ONU Mulheres e Instituto Ipsos, 2023.

É nesse ponto que atua o Compartilhando Direitos, principal tecnologia social de Educação para a Cidadania do Instituto Nelson Wilians.

Desenvolvido desde 2018, o projeto parte de uma premissa simples e transformadora: quando jovens compreendem seus direitos, reconhecem os caminhos para acessá-los e desenvolvem confiança para participar, a cidadania deixa de ser uma promessa abstrata e passa a ser uma prática cotidiana.

Mais do que ensinar conteúdos sobre leis, democracia e direitos humanos, o Compartilhando Direitos forma jovens para conhecer, reconhecer e agir.

  • Conhecer seus direitos e responsabilidades.
  • Reconhecer-se como sujeito de direitos em seu território.
  • Agir de forma cidadã, participando, reivindicando, dialogando com instituições e contribuindo para transformar a realidade ao seu redor.

O que é o Compartilhando Direitos

O Compartilhando Direitos é uma tecnologia social de Educação para a Cidadania criada pelo Instituto Nelson Wilians para jovens de 15 a 29 anos atendidos por escolas públicas e organizações sociais em diferentes regiões do Brasil.

A iniciativa combina formação cidadã, materiais pedagógicos autorais, atuação territorial, acompanhamento técnico e avaliação de impacto. Seu objetivo é fortalecer o conhecimento sobre direitos, a confiança para acessá-los e a capacidade de participação social das juventudes.

Na prática, o projeto aproxima os jovens de temas que muitas vezes parecem distantes da vida cotidiana, mas que determinam suas possibilidades de proteção, autonomia e futuro: Constituição Federal, democracia, funcionamento do Estado, direitos humanos, políticas públicas, diversidade étnico-racial, equidade de gênero, participação social, acesso à justiça, sustentabilidade, projeto de vida e ambientes de proteção.

O percurso formativo é composto por 12 módulos temáticos, com materiais didáticos autorais para jovens e educadores. A metodologia dialoga com marcos nacionais e internacionais de Educação para a Cidadania, direitos humanos e Cultura da Legalidade, conectando formação conceitual, desenvolvimento socioemocional e prática cidadã.

O resultado é uma experiência educativa que não se limita à sala de aula ou ao espaço da organização social. O território também se torna espaço pedagógico. A cidade, os serviços públicos, as instituições, os conselhos, as câmaras municipais, os tribunais, os equipamentos culturais e os espaços de participação passam a ser compreendidos como lugares que também pertencem aos jovens.

Todo jovem que conhece seus direitos tem o poder de transformar a si mesmo e o mundo.

Por que o projeto é uma tecnologia social

O Compartilhando Direitos é uma tecnologia social, porque organiza uma resposta estruturada, replicável e mensurável para um problema público concreto: a distância entre direitos formalmente garantidos e direitos efetivamente acessados.

Não se trata de uma palestra isolada, de uma ação pontual ou de uma campanha de conscientização. O projeto possui método, currículo, materiais, indicadores, equipe técnica, parceiros implementadores e processo de avaliação.

Essa estrutura permite que a metodologia seja aplicada em diferentes territórios, com adaptação ao contexto local, sem perder seus princípios centrais. Escolas, organizações sociais, redes públicas, parceiros institucionais e comunidades podem se apropriar da metodologia como uma ferramenta prática para ampliar repertório, fortalecer vínculos e estimular participação cidadã.

O diferencial do Compartilhando Direitos está em unir três dimensões que, muitas vezes, aparecem separadas:

  1. conhecimento sobre direitos;
  2. reconhecimento de si como sujeito de direitos;
  3. e, ação cidadã concreta na comunidade.

Essa integração faz com que o projeto vá além da transmissão de informação. Ele cria condições para que o jovem compreenda o mundo em que vive, reconheça as instituições que podem protegê-lo, identifique problemas coletivos e desenvolva caminhos legítimos para participar da vida pública.

A tese institucional: Educação para a Cidadania e Cultura da Legalidade

Para o Instituto Nelson Wilians, Educação para a Cidadania é um processo educativo orientado a fortalecer a participação social como meio essencial para a proteção e a garantia efetiva de direitos.

Essa concepção parte do entendimento de que cidadania não é apenas um status jurídico. É uma prática histórica, política e educativa. Ela se aprende, se desenvolve e se atualiza no cotidiano.

Ser cidadão não significa apenas viver sob um conjunto de leis. Significa compreender direitos e responsabilidades, reconhecer caminhos de acesso, participar das decisões que afetam o coletivo e atuar de forma democrática para transformar realidades injustas.

Essa é a conexão direta entre o Compartilhando Direitos e a Cultura da Legalidade, conceito estruturante do Instituto Nelson Wilians.

Para o INW, Cultura da Legalidade é a condição sociocultural que permite que o direito saia do papel e ganhe vida. Ela se forma quando pessoas reconhecem seus direitos e responsabilidades, confiam nas instituições, sabem por onde acessar proteção e desenvolvem competências para agir com cidadania no cotidiano e no território.

Cultura da Legalidade não é obediência cega à norma. Também não é moralização, disciplina social ou simples transmissão de conteúdos jurídicos. É uma prática democrática que combina acesso à informação, confiança, participação, cooperação, responsabilização e justiça.

Por isso, o Compartilhando Direitos trabalha para que os jovens não apenas saibam que têm direitos. O projeto busca que eles compreendam como esses direitos se conectam à sua vida, saibam por onde acessá-los e se sintam capazes de participar da construção de soluções coletivas.

Democracia não se sustenta apenas no discurso. Sustenta-se no acesso, na informação que vira decisão, na decisão que vira participação e na participação que fortalece direitos.

Como a metodologia funciona na prática

A metodologia do Compartilhando Direitos organiza o percurso formativo em três grandes movimentos: conhecer, reconhecer e agir.

  • Conhecer: quando o direito ganha nome

O primeiro movimento é o da aprendizagem estruturada. Os jovens entram em contato com conteúdos sobre direitos humanos, democracia, instituições, políticas públicas, Constituição Federal, participação social, diversidade, equidade de gênero, igualdade racial, acesso à justiça, sustentabilidade e projeto de vida. Essa etapa é fundamental porque muitos direitos permanecem invisíveis quando não têm nome. Um jovem pode viver uma violação, uma exclusão ou uma barreira institucional sem conseguir identificar o que está acontecendo, quais direitos estão envolvidos ou quais caminhos existem para buscar apoio. Conhecer é o primeiro passo para transformar vulnerabilidade em repertório.

  • Reconhecer: quando o jovem se percebe como sujeito de direitos

O segundo movimento é o da cidadania percebida. Aqui, o conhecimento deixa de ser apenas conteúdo e passa a se conectar com a experiência pessoal, familiar, comunitária e territorial dos participantes. Os jovens são estimulados a olhar para sua trajetória, seu bairro, sua escola, sua organização social e sua cidade. Passam a identificar serviços, políticas, equipamentos públicos, instituições, lideranças, espaços de escuta e possibilidades de participação que antes poderiam parecer distantes. Essa etapa fortalece pertencimento e confiança. O jovem deixa de se ver como alguém à margem das decisões públicas e passa a se reconhecer como sujeito de direitos, com voz, legitimidade e capacidade de incidência.

  • Agir: quando o conhecimento vira prática cidadã

O terceiro movimento é o da cidadania ativa. A metodologia incentiva os participantes a transformar aprendizagem em ação concreta. Isso pode acontecer por meio de debates estruturados, diagnósticos comunitários, visitas a instituições públicas, participação em espaços democráticos, formulação de propostas para o território, diálogo com lideranças locais, atuação em coletivos, conselhos, grêmios, associações ou outras formas legítimas de mobilização social. Nesse processo, o jovem nunca sai do projeto apenas sabendo mais. Sai agindo diferente.

O Compartilhando Direitos transforma informação em consciência, consciência em confiança e confiança em participação.

O que os jovens aprendem

A trilha formativa do Compartilhando Direitos foi desenhada para responder a desafios concretos da vida juvenil e da convivência democrática. Entre os principais temas trabalhados estão:

  1. Projeto de vida e identidade;
  2. Direitos humanos e dignidade da pessoa humana;
  3. Constituição Federal e funcionamento do Estado;
  4. Democracia, instituições e participação social;
  5. Políticas públicas e acesso a serviços;
  6. Igualdade racial e enfrentamento ao racismo;
  7. Equidade de gênero e direitos das mulheres;
  8. Diversidade, respeito e convivência democrática;
  9. Acesso à justiça e ambientes de proteção;
  10. Sustentabilidade e responsabilidade coletiva;
  11. Cultura da Legalidade;
  12. Diagnóstico do território e ação cidadã.

A proposta pedagógica não trata esses temas como conteúdos abstratos. Cada módulo é conectado à realidade dos participantes, aos dilemas do território e às perguntas que atravessam a vida cotidiana dos jovens.

  • Onde buscar ajuda?
  • Como reconhecer uma violação de direitos?
  • Como acessar uma política pública?
  • Como participar de uma decisão coletiva?
  • Como dialogar com uma instituição?
  • Como transformar uma inquietação em proposta?
  • Como cuidar de si, dos outros e do território?

Essas perguntas organizam a experiência formativa e ajudam a tornar a cidadania mais concreta, acessível e praticável.

O território como espaço pedagógico

Um dos diferenciais do Compartilhando Direitos é compreender que a cidadania não se aprende apenas em materiais didáticos. Ela também se aprende na experiência.

Por isso, o território, a comunidade em que o jovem vive, é parte central da metodologia.

Cada edição do projeto é implementada em diálogo com escolas públicas, organizações sociais e redes locais que conhecem de perto a realidade dos jovens. Essa articulação permite que a formação seja conectada às demandas concretas de cada comunidade.

O jovem é convidado a mapear seu território, reconhecer serviços, identificar problemas públicos, compreender quem são os atores institucionais e comunitários presentes e perceber como pode participar da construção de soluções.

Ao ocupar espaços como câmaras municipais, tribunais, equipamentos públicos, museus, organizações sociais e fóruns de participação, os jovens experimentam uma mudança simbólica importante: passam a circular por lugares que muitas vezes não sabiam que também lhes pertenciam.

Essa vivência amplia repertório, reduz distâncias institucionais e fortalece a confiança necessária para o exercício da cidadania.

Educadores como multiplicadores

O Compartilhando Direitos também reconhece o papel estratégico de educadores, professores, lideranças comunitárias e equipes técnicas das organizações parceiras.

Eles não são apenas mediadores da metodologia. São pontes entre conhecimento, território e continuidade.

Ao formar e apoiar educadores, o projeto amplia sua capilaridade e fortalece a sustentabilidade das ações. Isso permite que os conteúdos e práticas cidadãs sigam reverberando após o encerramento de cada ciclo formativo.

Essa dimensão é essencial para que a Educação para a Cidadania não dependa apenas de uma ação pontual, mas se consolide como prática institucional nas escolas, organizações sociais e redes comunitárias.

Como o impacto é medido

O impacto do Compartilhando Direitos é acompanhado por meio do Índice de Cidadania INW, instrumento autoral de monitoramento e avaliação desenvolvido pelo Instituto Nelson Wilians. O índice é aplicado antes e depois de cada ciclo formativo e reúne 72 indicadores, organizados em três dimensões:

  • Cidadania Aprendida: Avalia o que o jovem passou a conhecer. Inclui temas como direitos humanos, democracia, Constituição Federal, instituições, políticas públicas, participação social, igualdade racial, equidade de gênero e acesso à justiça.
  • Cidadania Percebida: Avalia o que o jovem passou a reconhecer. Inclui a percepção de si como sujeito de direitos, o reconhecimento das instituições e serviços do território, a compreensão de que políticas públicas também são para ele e o fortalecimento da confiança para buscar apoio.
  • Cidadania Ativa: Avalia o que o jovem passou a fazer. Inclui práticas como buscar ajuda diante de situações de violência ou discriminação, mobilizar-se com outras pessoas, participar de coletivos, conselhos ou organizações, compartilhar aprendizados e propor melhorias para sua comunidade.

Essa estrutura permite que o INW acompanhe não apenas a aprendizagem conceitual, mas também mudanças de percepção, repertório, confiança e prática cidadã. Em 2025, as turmas cresceram em média 1,0 ponto no Índice de Cidadania INW, em uma escala de 1 a 5 pontos, resultado consistente com a trajetória de monitoramento do projeto desde 2018.

Resultados alcançados

Desde sua criação, o Compartilhando Direitos vem consolidando uma trajetória nacional de impacto social.

Mais de 7 mil jovens formados diretamente.

  • 28 cidades brasileiras.
  • 16 estados, nas cinco regiões do país.
  • 28 mil beneficiários indiretos estimados.
  • Formação 100% gratuita para todos os participantes.
  • Além do alcance territorial, o perfil dos participantes mostra que o projeto chega a públicos historicamente mais afetados pela distância entre direitos formais e acesso concreto à cidadania.
  • 76% dos participantes se autodeclararam negros ou pardos.
  • 64% eram jovens do gênero feminino.

Esses dados demonstram a relevância da metodologia para juventudes que vivem em territórios onde o desconhecimento sobre direitos pode ter efeitos diretos sobre proteção, autonomia, participação e futuro. Os dados abaixo demostram o que aconteceu com uma turma de jovens chegaram ao projeto e como eles saíram dessa jornada.

  • Conhecimento sobre a Constituição Federal: de 45% para 81%.
  • Compreensão sobre os três poderes do Estado: de 32% para 80%.
  • Participação em espaços democráticos locais: de 15% para 69%.
  • Jovens que sabem o que é participação social: de 50% para 87%.
  • Nota 9 ou 10 ao projeto: 85% dos participantes.
  • Recomendariam o projeto a outros jovens: 85%.

Mais do que números, esses resultados indicam uma mudança de posição dos jovens diante da cidadania. Eles passam a compreender melhor seus direitos, reconhecem mais caminhos de acesso e demonstram maior disposição para participar da vida pública.

O que muda na vida dos jovens

A principal transformação promovida pelo Compartilhando Direitos é a passagem da invisibilidade para o reconhecimento. Ao longo da formação, muitos jovens relatam que passaram a entender situações que antes pareciam naturais, inevitáveis ou sem solução. Passam a reconhecer violações, identificar canais de apoio, compreender o papel das instituições e perceber que a participação social também é um direito.

Essa mudança tem efeitos concretos.

  • Um jovem que entende seus direitos pode buscar ajuda com mais segurança.
  • Uma jovem que reconhece uma situação de violência ou discriminação pode identificar caminhos de proteção.
  • Um grupo que compreende seu território pode formular propostas para a comunidade.
  • Uma turma que visita uma câmara municipal, um tribunal ou um equipamento público pode passar a enxergar esses espaços como parte de sua própria vida cidadã.

Essa é a força do projeto: transformar conhecimento em possibilidade.

“Foi uma experiência extraordinária. Me sentir acolhido como menino nesse tema é muito importante. Mudou a minha vida.” Thierry Avelar, 19 anos, UNIBES, São Paulo (SP)

“Aprendi sobre meus direitos e como exigi-los.” Henrry Michel, participante, Ananindeua (PA)

“Aprendi muitíssimo sobre meus direitos, sobre os direitos das mulheres, dos quais não sabia nada, e também sobre o racismo, que não entendia como funcionava.” Khadija De Souza, participante, Ananindeua (PA)

“Esse projeto é muito importante, empodera mais as mulheres e fortalece seus conhecimentos. Esse esclarecimento precisa chegar na política, na sociedade, na cultura.” Joana Alves da Silva, presidente da Associação Balaio Nordeste, João Pessoa (PB)

Por que parceiros levam o Compartilhando Direitos para seus territórios

O Compartilhando Direitos foi desenhado para ser implementado em parceria.

Escolas públicas, organizações sociais, governos, redes locais, empresas, institutos e fundações podem se somar ao projeto para ampliar o acesso de jovens à Educação para a Cidadania.

  • Para escolas, a metodologia oferece um percurso estruturado de formação cidadã, conectado à realidade dos estudantes e aos desafios da convivência democrática.
  • Para organizações sociais, o projeto fortalece educadores, amplia repertório institucional e qualifica o trabalho com juventudes em temas de direitos, participação e proteção.
  • Para governos e redes públicas, o Compartilhando Direitos pode apoiar políticas de juventude, educação, direitos humanos, cidadania, cultura democrática e prevenção de vulnerabilidades.
  • Para empresas e investidores sociais, a iniciativa representa uma oportunidade de apoiar uma tecnologia social consolidada, mensurável e alinhada ao fortalecimento democrático, à equidade e ao desenvolvimento territorial.

Cada parceria é construída de forma responsável, considerando o contexto local, o público atendido, os objetivos institucionais e a capacidade de implementação no território. O que permanece em todas as edições é o compromisso central do projeto: formar jovens que conhecem seus direitos, reconhecem sua potência cidadã e agem para transformar a realidade ao seu redor.

Reconhecimento nacional e internacional

Em 2026, o Compartilhando Direitos foi reconhecido pela Organização dos Estados Ibero-Americanos como o melhor projeto de educação em direitos humanos do Brasil, no âmbito do VI Prêmio Ibero-Americano de Educação em Direitos Humanos Óscar Arnulfo Romero.

O reconhecimento reforça a relevância da metodologia desenvolvida pelo Instituto Nelson Wilians e sua contribuição para a agenda ibero-americana de Educação em Direitos Humanos, Cultura da Legalidade e cidadania democrática.

O projeto também foi finalista do Prêmio de Responsabilidade Social da FGV e detentor do Selo de Direitos Humanos e Diversidade da Prefeitura de São Paulo.

Esses reconhecimentos confirmam a consistência de uma trajetória construída com continuidade, evidências, presença territorial e compromisso institucional.

Uma metodologia brasileira para fortalecer a democracia a partir das juventudes

O Compartilhando Direitos nasce de uma pergunta essencial: o que muda quando um jovem descobre que tem direitos, entende onde acessá-los e percebe que pode participar das decisões que afetam sua vida?

A resposta está em cada turma formada, cada território mobilizado, cada educador fortalecido, cada jovem que passa a nomear uma violação, buscar apoio, ocupar espaços públicos e compartilhar o que aprendeu.

Em uma sociedade democrática, direitos precisam ser conhecidos, acessados e praticados. Eles não podem permanecer restritos aos textos legais, aos especialistas ou às instituições. Precisam chegar às pessoas, especialmente àquelas que historicamente tiveram menos acesso à informação, à proteção e à escuta.

O Compartilhando Direitos existe para aproximar a cidadania da vida real das pessoas.

Leve o Compartilhando Direitos para o seu território

Sua organização, escola, rede pública, empresa ou instituição quer implementar o Compartilhando Direitos?

Entre em contato com a equipe do Instituto Nelson Wilians e conheça as possibilidades de parceria.