Uma tarde de mentoria para jovens pode mudar a forma como um jovem enxerga o próprio caminho.
No dia 26 de março de 2026, em São Paulo (SP), o Instituto Nelson Wilians realizou mais uma edição do Líderes que Inspiram, desta vez em parceria com a Obra do Berço. A iniciativa reuniu jovens e voluntários em um espaço de diálogo estruturado sobre futuro, educação e mundo do trabalho.
Ao todo, participaram 39 jovens e 7 voluntários(as), em uma ação que somou 70 horas de dedicação voluntária.
Mas os números ajudam apenas a dimensionar o encontro. O que se constrói ali vai além deles.
Mentoria amplia acesso a informação e possibilidades
Para muitos jovens, pensar no futuro ainda passa por dúvidas difusas: por onde começar, quais caminhos existem, o que é possível acessar.
Após a experiência, esse cenário começa a se reorganizar.
Os participantes passaram a reconhecer, com mais clareza, caminhos de ingresso no ensino superior e na formação técnica, como ENEM/SISU, ProUni, FIES, vestibulares e instituições como SENAI, SENAC e ETECs.
Esse movimento, nesse sentido, revela um ponto importante: o acesso à informação qualificada não apenas orienta, mas também viabiliza escolhas.
Ferramentas ajudam jovens a planejar o futuro
Ao longo da mentoria, os jovens não foram apenas convidados a refletir, mas a organizar seus próximos passos.
Ferramentas como IKIGAI, Análise SWOT e Plano de Voo ajudaram a transformar ideias em direcionamento prático:
- 71% avaliaram que conseguiram identificar forças e pontos de melhoria
- 68% conseguiram conectar interesses pessoais a possibilidades reais
- 64,4% saíram com próximos passos mais definidos
Mais do que pensar o futuro, a experiência propõe um exercício de construção com intenção, método e clareza.
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Confiança e clareza sobre caminhos profissionais
Um dos efeitos mais relevantes da ação aparece na forma como os jovens passam a se posicionar diante do próprio futuro.
Depois da mentoria:
- 81% passaram a enxergar educação e trabalho como caminhos para construir uma trajetória
- 71% afirmaram que a troca ajudou na definição de objetivos
- 61% se sentiram mais confiantes para buscar oportunidades
As histórias compartilhadas pelos voluntários funcionam como ponto de virada: elas aproximam o que parecia distante e mostram que existem caminhos possíveis.
Cidadania como base para decisões
A construção de um projeto de vida não acontece de forma isolada, ela está diretamente conectada ao acesso a direitos e à capacidade de fazer escolhas informadas.
Após a ação, mais de 77% dos jovens afirmaram se sentir mais preparados para exercer sua cidadania, além de demonstrar maior autonomia na busca por informações confiáveis.
Esse dado reforça uma premissa central: compreender direitos é parte fundamental do processo de construir o próprio futuro.
Voluntariado como ponte entre trajetórias
A experiência também reverbera do outro lado.
Entre os voluntários, a percepção foi de conexão real com os jovens e de contribuição efetiva para a construção de trajetórias. A totalidade avaliou que conseguiu aplicar a metodologia proposta e conduzir a mentoria com segurança.
A escuta ativa, a troca de experiências e a adaptação da linguagem foram apontadas como elementos centrais dessa construção.
Parceria fortalece impacto local
Realizada em parceria com a Obra do Berço, a ação foi avaliada de forma integralmente positiva pela organização.
A instituição destacou que o projeto ampliou o acesso à informação, fortaleceu a compreensão sobre educação e trabalho e, a partir disso, contribuiu para que os jovens passassem a enxergar novas possibilidades de futuro.
Da mesma forma, a parceria foi avaliada com alto nível de satisfação, evidenciando alinhamento entre metodologia, execução e impacto.
Ao final da experiência, o que permanece não é apenas o conteúdo compartilhado. Ficam os caminhos que passaram a fazer sentido, as decisões que começaram a ser organizadas e a percepção de que o futuro pode ser construído com mais clareza.





