Projeto Compartilhando Direito chega ao Amazonas

Foram vários dias com as comunidades Amazonenses. Estivemos com a Comunidade Ribeirinha de Tumbira, na Aldeia Três Unidos e nos birros Manauaras: Monte das Oliveiras, Alfredo Nascimento, Colônia Antônio Aleixo e Redenção. Os encontros reuniram estudantes, professores e famílias inteiras com o objetivo de levar conhecimento sobre os Direitos das Mulheres.

O Compartilhando Direito tem como meta levar informações e conhecimentos às organizações sociais e seus públicos. Desde 2018, o projeto engaja profissionais voluntários do NWADV – Nelson Wilians Advogados para prestarem serviços em Organizações da Sociedade Civil parceiras do INW. O voluntariado social é uma forma de contribuição para o desenvolvimento sustentável das organizações sociais e da sociedade. Por isso, os profissionais voluntários constroem os conteúdos e oferecem de forma gratuita às entidades e seus públicos. Para a realização do projeto no Amazonas contamos com uma doação de alimentos do Pátio Gourmet, um supermercado Manauara, e com o trabalho da Fotografa Sara Rangel.

Os encontros em Tumbira, localizada a 1h10 de barco de Manaus, Três Unidos, a 1h30 de Manaus, e o bairro Redenção aconteceram em parceria com a Fundação Amazônia Sustentável (FAS), uma organização social que auxilia as comunidades locais a se desenvolverem e terem acessos aos direitos humanos fundamentais.

Já com as demais comunidades da cidade de Manaus, os encontros aconteceram em parceria com o Instituto Tchibum, Instituto Ágape e Coletivo Soul do Monte. Uma das comunidades que chamou a atenção dos voluntários do projeto Compartilhando Direito foi a de palafitas Alfredo Nascimento. “As mulheres vivem em situação de pobreza e negligências de direitos”, conta William Ruiz, gerente do Instituto Nelson Wilians. “Os voluntários perceberam o valor que tem em oferecer conhecimento e informação sobre direitos para mitigar as desigualdades sociais e garantir o exercício da cidadania.”

Outro encontro foi com mulheres indígenas, da Aldeia Três Unidos, do Povo Kambeba. “Os depoimentos que ouvimos vão ao encontro do que esperamos com esse projeto. A comunidade está se organizando e elaborando um projeto de uma rede de mulheres indígenas que será levado a Brasília. O objetivo é fortalecer os direitos das mulheres indígenas e a formação das juventudes das aldeias”, conta Ruiz.

Os voluntários do INW também foram à comunidade Redenção, em Manaus. “No projeto Reusa conversamos com 12 mulheres, entre 30 e 60 anos, que são artesãs. Essa é uma comunidade com altos índices de violência e negligências de direitos, mas o projeto tem contribuído para a transformação local, por meio da geração de renda, no cuidado com os igarapés e no fortalecimento de mulheres”, ressalta o gerente do Instituto Nelson Wilians.

Essa foi a primeira vez que o INW chegou ao Amazonas. “É o início de um trabalho. Queremos contribuir para levar conhecimento a essas comunidades, com o projeto Compartilhando Direito”, finaliza Ruiz.

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